sábado, 26 de dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Calos e Pérolas
Poema vivo
poemas passam...
os versos em ondas,
chegam nos mares
da alma.
poemas orvalham.
domingo, 18 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Memórias do Canavial
Memórias do Canavial
As facas amoladas cortam os nós da cana,
decepam, acertam as linhas
e os traços das almas dentro das alvas.
Longe e perto,
ouvem o eco da morte.
Vestem destinos.
Cedo, chegam ao inferno.
As chamas devoram a pele e o tempo
nesse macabro cerimonial.
Na memória, asas brancas
encharcadas de chuva,
atoladas em lama e cinza.
A facas cortam e apagam
as vozes cansadas depois da ceia.
As facas amoladas cortam os nós da cana,
decepam, acertam as linhas
e os traços das almas dentro das alvas.
Longe e perto,
ouvem o eco da morte.
Vestem destinos.
Cedo, chegam ao inferno.
As chamas devoram a pele e o tempo
nesse macabro cerimonial.
Na memória, asas brancas
encharcadas de chuva,
atoladas em lama e cinza.
A facas cortam e apagam
as vozes cansadas depois da ceia.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Paisagens
Paisagens
Tudo cansa,
tudo passa,
tudo cansa
tudo.
Lúdicas
paisagens
passam.
Em silêncio
eu mudo
e passo
no pálido azul dos olhos
mirando mares.
Tudo cansa,
tudo passa,
tudo cansa
tudo.
Lúdicas
paisagens
passam.
Em silêncio
eu mudo
e passo
no pálido azul dos olhos
mirando mares.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Rio de Janeiro
Um Rio de Janeiro vindo
lá do alto do Corcovado,
amanheceu olímpico.
Os olhos de Olorum abençoaram
as moças de pernas lisas
a desfilar nas areias
e nas ruas de Ipanema.
Orixás ouvem o tumtumtum
dos tambores descendo os morros.
No olhar do Cristo
um doce Pão de Açúcar
com pitadas de sal
do mar de Copacabana.
lá do alto do Corcovado,
amanheceu olímpico.
Os olhos de Olorum abençoaram
as moças de pernas lisas
a desfilar nas areias
e nas ruas de Ipanema.
Orixás ouvem o tumtumtum
dos tambores descendo os morros.
No olhar do Cristo
um doce Pão de Açúcar
com pitadas de sal
do mar de Copacabana.
sábado, 3 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Sansão no Quarto.

O cabelo colado na porta do quarto,
fixava a casa no mapa de Pernambuco.
Sua força domava a cadência dos passos
num giro em torno de si mesmo.
Livros,livros e livros
no chão do mundo.
Todas as filosofias
lidas e estudadas.
O riso soltava-se na boca cheia
de sabores apurados pelo sol.
Lunática,
a alma se materializava
nos fios de fumaça.
Nas paredes e nas portas
desenhos de folhas
e sementes de marijuana.
No quarto, Sansão calculava
a matemática do tempo passado,
transformado nos ventos.
Quando
Quando uma criança continuar a ser
e a pular ondas num mar distante,
serei poeta e gauche na vida.
Levarei as flores e folhas
do último outono.
Sentirei nos lábios
a saudade dos beijos
com gosto de sal.
Ouvirei tua voz mansa
a contar histórias
de um tempo bom
onde coqueiros dançavam
ouvindo o mar.
e a pular ondas num mar distante,
serei poeta e gauche na vida.
Levarei as flores e folhas
do último outono.
Sentirei nos lábios
a saudade dos beijos
com gosto de sal.
Ouvirei tua voz mansa
a contar histórias
de um tempo bom
onde coqueiros dançavam
ouvindo o mar.
domingo, 27 de setembro de 2009

90 Cachorros (Para Hilda Hilst)
No escuro da vida,
ouvimos latidos.
90 cachorros
rasgam os laços
da solidão.
Pausas, afagos,sussurros.
Anjos chegam,
afinam as vozes.
Iluminam-se as flores
nas tardes de um domingo
passado na sala vazia.
Giram em torno de si mesmas.
Translúcidas, salvam-me,
tornam-se mais vivas.
90 cachorros em círculos,
cheiram o ar e os olhos secos
sugando os poderes da grana.
90 cachorros vagam em movimento.
Decifram os sinais na pele
e no olhar dos homens.
sábado, 26 de setembro de 2009
A Rosamoça
A Rosamoça
Tava legal a pose da moça.
Silenciosa e distraída,
debruçava-se na janela.
O tempo e o vento
se enroscavam
nas lembranças
e nas flores
estampadas nas saias.
As lágrimas choradas no escuro
estavam marcadas
na alça da blusa desbotada
e numa calça azul secando no varal.
Tímida e atlética,
a Rosamoça ganhava a noite.
Corria veloz depois de uma estrela cadente,
atrás do amor sonhado
montado num cavalo branco.
Tava legal a pose da moça.
Silenciosa e distraída,
debruçava-se na janela.
O tempo e o vento
se enroscavam
nas lembranças
e nas flores
estampadas nas saias.
As lágrimas choradas no escuro
estavam marcadas
na alça da blusa desbotada
e numa calça azul secando no varal.
Tímida e atlética,
a Rosamoça ganhava a noite.
Corria veloz depois de uma estrela cadente,
atrás do amor sonhado
montado num cavalo branco.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
RES/PIRO
R e s p i r o
o a r d a
l e i
t u r a.
R e s
p i r o
m e v i r o
n o l e i t o
n o a r .
a i n s ô n i a
a l o n g a
o s o l h o s.
R e s p i r o
o p ó
n a s
p á g i n a s
s e l l e r s.
P l ú m b e a s
n u v e n s
p a s s a m
O c u l t a m
o s m a r e s
m o r t o s.
o a r d a
l e i
t u r a.
R e s
p i r o
m e v i r o
n o l e i t o
n o a r .
a i n s ô n i a
a l o n g a
o s o l h o s.
R e s p i r o
o p ó
n a s
p á g i n a s
s e l l e r s.
P l ú m b e a s
n u v e n s
p a s s a m
O c u l t a m
o s m a r e s
m o r t o s.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Tá na Hora
Tá Na Hora
Tá na hora desse papo acontecer.
A cidade vista pela janela do bus,
nós dois sentados no banco duro.
De fibra?
de vidro?
Numa horas dessas,
empurramos a noite,
embriagados de manhãs.
Numa segunda-feira,
na tarde lavada,
a fina chuva,
levou à lona e à lama
a grana do mês.
Tá na hora de pensar a política,
na linda-cara-preta de Obama,
com lindos dentes escovados
para morder o mundo.
Não ou sim?
Tá na hora de lavar:
a louça, a língua, a égua.
Quantas léguas
levam os poetas
ao mundo da lua?
Tá na hora desse papo acontecer.
A cidade vista pela janela do bus,
nós dois sentados no banco duro.
De fibra?
de vidro?
Numa horas dessas,
empurramos a noite,
embriagados de manhãs.
Numa segunda-feira,
na tarde lavada,
a fina chuva,
levou à lona e à lama
a grana do mês.
Tá na hora de pensar a política,
na linda-cara-preta de Obama,
com lindos dentes escovados
para morder o mundo.
Não ou sim?
Tá na hora de lavar:
a louça, a língua, a égua.
Quantas léguas
levam os poetas
ao mundo da lua?
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O Grito
Não
cale
a
boca.
Tire a
touca
e
saia.
Na oca
tem apito
na toca
o poeta
tem
o grito.
A boca alerta
solta o verbo
abre um verso
no silêncio
da nação.
cale
a
boca.
Tire a
touca
e
saia.
Na oca
tem apito
na toca
o poeta
tem
o grito.
A boca alerta
solta o verbo
abre um verso
no silêncio
da nação.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Um poeta anda nu e gago
Resposta ao poema de Olga.
Trôpegas,
sofrem as palavras
na boca
dos poetas gagos.
Guardam os segredos
no balanço, as redes,
revelam poemas
no azul das ondas
depois do luar.
Roucos e tortos,
são os poetas
ébrios do ar.
Voltam aos portos
os sonhos primeiros
poetas namoram,
cantam e acordam
os deuses do mar.
Trôpegas,
sofrem as palavras
na boca
dos poetas gagos.
Guardam os segredos
no balanço, as redes,
revelam poemas
no azul das ondas
depois do luar.
Roucos e tortos,
são os poetas
ébrios do ar.
Voltam aos portos
os sonhos primeiros
poetas namoram,
cantam e acordam
os deuses do mar.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Parlatório
As palavras às vezes são intrusas desconexas.
Perdem o brilho e o compasso,
não atendem às ordens,
o bom senso
e a compostura,
nos lábios das senhoras e senhores.
As palavras às vezes evaporam-se nos gestos
e nos olhos dos declamadores de plantão.
Perdem o brilho e o compasso,
não atendem às ordens,
o bom senso
e a compostura,
nos lábios das senhoras e senhores.
As palavras às vezes evaporam-se nos gestos
e nos olhos dos declamadores de plantão.
sábado, 12 de setembro de 2009
Solitudes
Solitudes
Saudades desfilam sob a luz da noite clara.
Nos vestidos, detalhes exóticos
de folhas e frutos.
Os amores se foram, voaram,
pousaram novos ninhos.
Entre cascatas e montanhas
rego as flores em rituais de alegria.
Além janelas,
borboletas colorem nuvens.
Caminho onde dormem os pássaros.
Os passos traçam a vida com fios lassos.
Saudades desfilam sob a luz da noite clara.
Nos vestidos, detalhes exóticos
de folhas e frutos.
Os amores se foram, voaram,
pousaram novos ninhos.
Entre cascatas e montanhas
rego as flores em rituais de alegria.
Além janelas,
borboletas colorem nuvens.
Caminho onde dormem os pássaros.
Os passos traçam a vida com fios lassos.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Concret Poem
Um po
ema
concreto é
um po
e
ma concreto.
É direto
sob medidas
do reto
ao sur
real.
Não se carrega
de orientes
nem cheiros
de sândalos.
Não se veste de seda
nem se mistura
às cores das saias de batik.
Um poema concreto
é Jonh Cage ouvindo no silêncio
os batuques dos Orixás.
ema
concreto é
um po
e
ma concreto.
É direto
sob medidas
do reto
ao sur
real.
Não se carrega
de orientes
nem cheiros
de sândalos.
Não se veste de seda
nem se mistura
às cores das saias de batik.
Um poema concreto
é Jonh Cage ouvindo no silêncio
os batuques dos Orixás.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Sundown
Manhãs se movem.
Um sol abaixo
leva meu dia.
Lágrimas chovem
alagam o chão
o céu
a boca.
Há promessas de Inverno.
Relâmpagos iluminam
o sono
no compasso das pernas
subindo
descendo
ladeiras
o sol abaixo
da linha azul
ilumina a cena:
o amor voltando.
Raimundo Lonato
Um sol abaixo
leva meu dia.
Lágrimas chovem
alagam o chão
o céu
a boca.
Há promessas de Inverno.
Relâmpagos iluminam
o sono
no compasso das pernas
subindo
descendo
ladeiras
o sol abaixo
da linha azul
ilumina a cena:
o amor voltando.
Raimundo Lonato
sábado, 5 de setembro de 2009
Intervenção Num Poema de Olga
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Cala-te
Cala-te
Cala-te.
Ó, voz dos tormentos!
Silêncio!
Não perturbe a calma,
nem a voz do poeta.
Transforme a agonia,
a indiferença
e as lágrimas,
em estrelas,
flores,
mares
e ventos.
Sejam tuas dádivas
canções que fluem
nas águas
nas preces das almas
sedentas de luz.
Cala-te!
Ouça a madrugada
onde amores chegam a galope,
montados em brancos cavalos.
- Cala-te, ó voz dos tormentos!
A poesia é acalanto
nos momentoss de febre.
É a força dos passos
a mover moinhos,
palavras e gritos
no ritmo das pedras
e das árvores.
Cala-te.
Ó, voz dos tormentos!
Silêncio!
Não perturbe a calma,
nem a voz do poeta.
Transforme a agonia,
a indiferença
e as lágrimas,
em estrelas,
flores,
mares
e ventos.
Sejam tuas dádivas
canções que fluem
nas águas
nas preces das almas
sedentas de luz.
Cala-te!
Ouça a madrugada
onde amores chegam a galope,
montados em brancos cavalos.
- Cala-te, ó voz dos tormentos!
A poesia é acalanto
nos momentoss de febre.
É a força dos passos
a mover moinhos,
palavras e gritos
no ritmo das pedras
e das árvores.
domingo, 30 de agosto de 2009
A Palavra
Dorme a palavra
no escuro
na boca.
Fechado o farol,
acesso o silêncio.
O poeta trafega
aéreo
no trânsito
etéreo
na multidão.
Sonha
um poema
em cores.
Na prosa
nos lábios
no som.
Livre, salta
a palavra
na pauta.
Culta,
louca
e cauta,
cáustica é a palavra,
dormindo,
delira amor.
no escuro
na boca.
Fechado o farol,
acesso o silêncio.
O poeta trafega
aéreo
no trânsito
etéreo
na multidão.
Sonha
um poema
em cores.
Na prosa
nos lábios
no som.
Livre, salta
a palavra
na pauta.
Culta,
louca
e cauta,
cáustica é a palavra,
dormindo,
delira amor.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Faces
Teu espírito
luz tarde
chegando
a Deus.
Criança
cantando
um verso
acordando
a mãe.
Um espectro
solitário a girar
entre galáxias.
Um nada
ébrio
de tudo.
luz tarde
chegando
a Deus.
Criança
cantando
um verso
acordando
a mãe.
Um espectro
solitário a girar
entre galáxias.
Um nada
ébrio
de tudo.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Dos Anjos Passos
domingo, 23 de agosto de 2009
Quero
Quero a vida em plumas,
verdes, azuis e rosas.
Quero o céu,
quero o mar.
quero tudo.
Ó, alma!
Quero pular
e cantarolar.
- Larilaralá!
Ó, vida!
Quero cantar
a rima fácil
e saltitar alegre.
Ser pássaro,
soltar o som
das cores
nas ondas do ar.
verdes, azuis e rosas.
Quero o céu,
quero o mar.
quero tudo.
Ó, alma!
Quero pular
e cantarolar.
- Larilaralá!
Ó, vida!
Quero cantar
a rima fácil
e saltitar alegre.
Ser pássaro,
soltar o som
das cores
nas ondas do ar.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Depois
Guardam espelhos
o olhar de Buda
e Jesus Cristo.
Depois das ondas,
todas as flores,
azuis e verdes.
Nos sapatos
o vai-e-vem da vida.
Nas ladeiras,
depois do olhar,
beber estrelas.
o olhar de Buda
e Jesus Cristo.
Depois das ondas,
todas as flores,
azuis e verdes.
Nos sapatos
o vai-e-vem da vida.
Nas ladeiras,
depois do olhar,
beber estrelas.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
A Rua
Numa rua,
um poeta é náufrago.
De amores,
sonhos
e palavras.
Numa esquina,
passa uma batucada,
Pessoas falam.
Em círculos,
formigas picam
as patas dos cães.
Numa árvore, um pássaro.
À sombra,
a poesia escreve.
Nasce uma flor.
um poeta é náufrago.
De amores,
sonhos
e palavras.
Numa esquina,
passa uma batucada,
Pessoas falam.
Em círculos,
formigas picam
as patas dos cães.
Numa árvore, um pássaro.
À sombra,
a poesia escreve.
Nasce uma flor.
sábado, 15 de agosto de 2009
Blackout

Blackout
Desconhecia o princípio
das horas de febre e lágrimas.
Amores choraram ciúmes,
soltaram-se,
derramaram-se
em palavras.
Vagarosas,
passaram-se as horas.
Sem respostas às dádivas,
a vida tecia dúvidas
barulhando na alma.
As marcas do horizonte
ficaram na tua pele.
O céu e o sol
refletiam teus olhos
nos rituais de guerra.
Ao celebrar a vida,
teu suor regava
flores e pastos.
Em êxtases,
lambias os lábios dos dragões,
sorvias o calor e a fúria dos guerreiros.
Na tua ausência, não choramos.
Semeamos tuas sementes,
recolhemos teus frutos.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Uma lua assim
Um não ao sim
escreve teus olhos.
Estalam nervos e ovos
sobre a mesa.
A estampa nas toalhas
escondem as rosas.
Roupas velhas e escuras
não leva o vento,
seca somente
as flores nos quintais.
Não sei se acordas
segunda-feira,
vento manhã,
poemas amassados
deixados na gaveta.
escreve teus olhos.
Estalam nervos e ovos
sobre a mesa.
A estampa nas toalhas
escondem as rosas.
Roupas velhas e escuras
não leva o vento,
seca somente
as flores nos quintais.
Não sei se acordas
segunda-feira,
vento manhã,
poemas amassados
deixados na gaveta.
domingo, 9 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
Rodrigando
Um moinho
move um dia.
A vida
cospe
passa
tosse
dentro
e fora.
Mira-se
move-se.
Vira-se ave
ou ninho.
Ondas
movem-se.
Namora
o céu
o mar
o rio.
Segue o sol
a verde aurora
viva a flor a
dentro e fora.
move um dia.
A vida
cospe
passa
tosse
dentro
e fora.
Mira-se
move-se.
Vira-se ave
ou ninho.
Ondas
movem-se.
Namora
o céu
o mar
o rio.
Segue o sol
a verde aurora
viva a flor a
dentro e fora.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Guardar
Guardar a pedra
ouvindo a chuva.
A natureza,
imitá-la,
vivê-la,
ouvi-la.
Saber pássaros
e sereias.
Ouvir
o vai-e vem
dos vaga-lumes
.
Imagens em círculos,
no voo das borboletas
guardam invernos.
Olhares Abertos
sonham primaveras.
ouvindo a chuva.
A natureza,
imitá-la,
vivê-la,
ouvi-la.
Saber pássaros
e sereias.
Ouvir
o vai-e vem
dos vaga-lumes
.
Imagens em círculos,
no voo das borboletas
guardam invernos.
Olhares Abertos
sonham primaveras.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Sol/Ela
Sol/Ela
Uma estrela
clamava
alegria.
A
h!
ora
ia.
Um fio de luz
na janela
um sol
ao meio-dia.
Não anjo,
nem Deus.
Só ela
soluçava
nostalgia.
Uma estrela
clamava
alegria.
A
h!
ora
ia.
Um fio de luz
na janela
um sol
ao meio-dia.
Não anjo,
nem Deus.
Só ela
soluçava
nostalgia.
sábado, 1 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Vai-e-Vem
terça-feira, 28 de julho de 2009
Quisera
Quisera eu
contemplar o mundo,
sem o gosto amargo
dos teus pecados.
Quisera eu, no leito,
deliciar-me
a contemplar a rigidez do falo.
Quisera
sugá-lo no orvalho
e adormecer
sonhando luas
e astros.
contemplar o mundo,
sem o gosto amargo
dos teus pecados.
Quisera eu, no leito,
deliciar-me
a contemplar a rigidez do falo.
Quisera
sugá-lo no orvalho
e adormecer
sonhando luas
e astros.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Camaleônica.
Camaleônica.
(Revisto)
Tua língua lava o rosto
atrás de máscaras.
Múltiplos olhares
desenham palavras
ditas,
machadianas.
Nada em ti
lembra a Capitu.
Ou lembra?
Heteronômica.
Tua missão:
ser
sol,
lua,
oceanos.
Em versos,
escreves tuas faces
nos guardanapos
deixados nas mesas.
(Revisto)
Tua língua lava o rosto
atrás de máscaras.
Múltiplos olhares
desenham palavras
ditas,
machadianas.
Nada em ti
lembra a Capitu.
Ou lembra?
Heteronômica.
Tua missão:
ser
sol,
lua,
oceanos.
Em versos,
escreves tuas faces
nos guardanapos
deixados nas mesas.
sábado, 25 de julho de 2009
O Poema
Acontece o poema,
como joia rara.
Os versos,
pílulas iluminadas,
Chegam aos olhos,
refrigeram,
tocam à alma.
Liberta-se o poeta
nas palavras ritmadas
nos caminhos por onde passa.
como joia rara.
Os versos,
pílulas iluminadas,
Chegam aos olhos,
refrigeram,
tocam à alma.
Liberta-se o poeta
nas palavras ritmadas
nos caminhos por onde passa.
Um Rio
Uma
pérola
a mais
no mar
distante.
O Tietê
em lama,
declara
água
à flor.
Num
ninho
o
poeta
fala
e
cala
sozinho.
pérola
a mais
no mar
distante.
O Tietê
em lama,
declara
água
à flor.
Num
ninho
o
poeta
fala
e
cala
sozinho.
domingo, 19 de julho de 2009
Poesia
é úmida
é máxima,
é sumo.
Asas no invisível,
desenham horizontes.
A poesia é rio
é copo d'água
matando a sede.
Divina essência
acorda
acalma
adormece
a alma.
é máxima,
é sumo.
Asas no invisível,
desenham horizontes.
A poesia é rio
é copo d'água
matando a sede.
Divina essência
acorda
acalma
adormece
a alma.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Um dia de Recife

Ó Recife. Te amo tanto!
Nas calçadas,
namorei ruas.
Caminhei pedras,
cheiros e rios...
Nas cores da quarta-feira,
brinquei teu carnaval.
Vi e ouvi
o Galo da madrugada
acordando alegrias.
Li teus poetas,
ouvi loas,
bebi luas à beira-mar.
Ó, Recife!
Quando a saudade bater seus tambores,
cantarei em pobres rimas
a marcha rancho dos meus amores.
domingo, 5 de julho de 2009
Corpos
quarta-feira, 1 de julho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Na Palma da mão
segunda-feira, 22 de junho de 2009
O Invisível em Rosa
O invisível em Rosa
Versos fragmentados
colados
na pele da alma
nos fios de vento
e nuvens.
Versos fragmentados
colados
na pele da alma
nos fios de vento
e nuvens.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Hoje
Não me importo com mais nada.
Jornais estão esquecidos na sala.
Estou farto de notícias e erudição.
Saio de mim. Ouço os pássaros.
Estranhas vozes, ecoam longe,
pregam evangelhos.
Vou ao espelho.
Contemplo as rugas,
o futuro é possível.
Vejo-me.
Uma criança pula cordas
no fundo dos meus olhos.
Jornais estão esquecidos na sala.
Estou farto de notícias e erudição.
Saio de mim. Ouço os pássaros.
Estranhas vozes, ecoam longe,
pregam evangelhos.
Vou ao espelho.
Contemplo as rugas,
o futuro é possível.
Vejo-me.
Uma criança pula cordas
no fundo dos meus olhos.
domingo, 7 de junho de 2009
No Espelho
sábado, 6 de junho de 2009
Re-lendo diápora
"Sou...
mais
uma vez
a vítima
de meu próprio
ser alado".
Sem imitações,
Entre céus e mares
eu sou e vou.
Na bagagem,
levo a poesia.
No olhar,
luares colados na alma.
mais
uma vez
a vítima
de meu próprio
ser alado".
Sem imitações,
Entre céus e mares
eu sou e vou.
Na bagagem,
levo a poesia.
No olhar,
luares colados na alma.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Teus poemas
terça-feira, 26 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Libertação
... foram anos em busca do esquecimento!
Horas de lágrimas, devaneios e dúvidas.
Os deuses ouviram meus apelos.
Liberto estou das tuas garras.
Não há cruz, nem espinho.
Há o desejo de apartar-me das tuas marcas.
Horas de lágrimas, devaneios e dúvidas.
Os deuses ouviram meus apelos.
Liberto estou das tuas garras.
Não há cruz, nem espinho.
Há o desejo de apartar-me das tuas marcas.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Lendo/Ouvindo Olga.
"...inúteis ilusões
navegadores ismos
presos ao barco
da solidão".
Sentimentos bordados
guardados no porão.
A nave vai.
N'algum lugar
i l u m i n a d o
habitarei a alma
vendo vindo
dentro do meu céu.
navegadores ismos
presos ao barco
da solidão".
Sentimentos bordados
guardados no porão.
A nave vai.
N'algum lugar
i l u m i n a d o
habitarei a alma
vendo vindo
dentro do meu céu.
domingo, 3 de maio de 2009
Domingo
O domingo engana a tarde.
O sol, menino arteiro,
brinca de esconde-esconde
entre coqueiros e montanhas.
Ouço cantares, digo louvores.
Santos abençoam ovelhas,
costuram poemas
nas camisolas de lã.
O domingo passa,
nuvens passam.
Lépido, o vento
leva folhas secas,
não leva o amor,
nem a melancolia.
O sol, menino arteiro,
brinca de esconde-esconde
entre coqueiros e montanhas.
Ouço cantares, digo louvores.
Santos abençoam ovelhas,
costuram poemas
nas camisolas de lã.
O domingo passa,
nuvens passam.
Lépido, o vento
leva folhas secas,
não leva o amor,
nem a melancolia.
domingo, 26 de abril de 2009
Exílio
Não pertencemos a lugar nenhum.
Sonhamos:
voltar à casa,
à rua,
ao país.
Somos aves.
Sem pouso,
sem pátria,
sem ninho.
Sonhamos:
voltar à casa,
à rua,
ao país.
Somos aves.
Sem pouso,
sem pátria,
sem ninho.
Para e.e.cummings
Sem convites
sentou-se
todo nu
fazendo carícias
nos tapetes da sala.
Voltou.
Unhas vermelhas
tocavam horizontes.
Em círculos, as palavras
bailavam compondo poemas
colados no céu.
Doido
soltava as cores
da camisa estampada
com árvores e flores.
Num chão sem sol
brilhou no mar.
sentou-se
todo nu
fazendo carícias
nos tapetes da sala.
Voltou.
Unhas vermelhas
tocavam horizontes.
Em círculos, as palavras
bailavam compondo poemas
colados no céu.
Doido
soltava as cores
da camisa estampada
com árvores e flores.
Num chão sem sol
brilhou no mar.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Andorinha
Andorinha, andorinha.
A vida agora tem gosto de pano mofado.
Andorinha, andorinha!
Ensinai-me a voar.
Quero sair desse terno molhado
e desse mar
sem navio ancorado.
Andorinha,andorinha.
Ando sozinha, sem abraços, sem afetos.
Não me abondones nesse mundo
sem pecados prediletos.
A vida agora tem gosto de pano mofado.
Andorinha, andorinha!
Ensinai-me a voar.
Quero sair desse terno molhado
e desse mar
sem navio ancorado.
Andorinha,andorinha.
Ando sozinha, sem abraços, sem afetos.
Não me abondones nesse mundo
sem pecados prediletos.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
O Espirro
O Espirro
Atchim.
- Meu Deus!
Brilham estrelas
no céu
da minha boca.
Espirro
palavras.
Sílabas
explodem
nos lábios.
Demônios
se apagam.
Um grito:
Deus é a razão
na hora da dúvida.
Atchim.
- Meu Deus!
Brilham estrelas
no céu
da minha boca.
Espirro
palavras.
Sílabas
explodem
nos lábios.
Demônios
se apagam.
Um grito:
Deus é a razão
na hora da dúvida.
sábado, 28 de março de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Vendo o Mar.
Sob luares,
leio
re
leio
res/piro
livros...
Mistérios.
Árvores renascem,
re
colhem,
aves e pedras.
Louvam às alturas.
Janelas abertas,
faces expostas.
Vozes anunciam
temporais.
Deuses dormem
ou sonham?
Eu vivo
sobre
vivo
Sobre ondas
nesse mar.
leio
re
leio
res/piro
livros...
Mistérios.
Árvores renascem,
re
colhem,
aves e pedras.
Louvam às alturas.
Janelas abertas,
faces expostas.
Vozes anunciam
temporais.
Deuses dormem
ou sonham?
Eu vivo
sobre
vivo
Sobre ondas
nesse mar.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Meninas de Pano
As meninas de pano,
tem nos lábios alegrias
de um mundo imaginário.
No espaço, no tempo
guardam as memórias
do nada, que é tudo,
na estética do viver.
Giram, gritam, esperneiam...
Movimentam saudades.
No ar, dançamos.
Os sonhos,soltam as cores
nos países, e mares onde passei.
tem nos lábios alegrias
de um mundo imaginário.
No espaço, no tempo
guardam as memórias
do nada, que é tudo,
na estética do viver.
Giram, gritam, esperneiam...
Movimentam saudades.
No ar, dançamos.
Os sonhos,soltam as cores
nos países, e mares onde passei.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Viagem
Viagem
Segue a viagem
ouvindo o céu.
Leva tuas flores,
teus vestidos de neve,
teus sapatos de nuvem.
Segue sonhos
de mil vidas.
A tua lira,
bebe nos olhos,
retratos do mar.
Segue a viagem
ouvindo o céu.
Leva tuas flores,
teus vestidos de neve,
teus sapatos de nuvem.
Segue sonhos
de mil vidas.
A tua lira,
bebe nos olhos,
retratos do mar.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Canção do Amor Ausente
No escuro
das horas,
vejo amores.
Visto nuvens,
colo minha face
no espelho
das águas.
Choro.
Não digo sim
em cena aberta.
Canto.
Sigo nuvens.
ventos levam
meus versos.
Sou anjo
no tempo
com asas
em fuga.
Sou náusea,
eu mesma,
a compor
a canção
do amor
ausente.
das horas,
vejo amores.
Visto nuvens,
colo minha face
no espelho
das águas.
Choro.
Não digo sim
em cena aberta.
Canto.
Sigo nuvens.
ventos levam
meus versos.
Sou anjo
no tempo
com asas
em fuga.
Sou náusea,
eu mesma,
a compor
a canção
do amor
ausente.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Caminhada
Caminhar
nas sombras.
Encontrar
a si mesmo.
Ver astros,
ler e ouvir
os versos da canção
do amor voltando.
Ser total
no caminhar.
Sentir
os passos,
o som
a luz
o além.
nas sombras.
Encontrar
a si mesmo.
Ver astros,
ler e ouvir
os versos da canção
do amor voltando.
Ser total
no caminhar.
Sentir
os passos,
o som
a luz
o além.
sábado, 3 de janeiro de 2009
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Re/vivências
Re/vivências
Reviver luzes e artifícios,
alegrias do Ano Novo.
As mesmas saudades...
Não amores.
Eles se foram,
voaram.
Permaneço
vivo
sonho
montanhas.
Reviver luzes e artifícios,
alegrias do Ano Novo.
As mesmas saudades...
Não amores.
Eles se foram,
voaram.
Permaneço
vivo
sonho
montanhas.
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