sexta-feira, 29 de janeiro de 2010



 Almost



In love, I walk blind.
sail the seas lakes
the empty space nothing.

Traffic:
people pets
Cars
gold silver
suburban trains
sidewalks mud
stone can.

Rub:
eyelid skin fruit
words whiteness
horizons roles.

Delivery:
hugs morning flowers
aroma caress hands.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Ar de Chuva

ardem meus olhos
quando a tarde
foge clama chora
saudades do sol.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Para um poeta Morto


Nas alturas, um trem elétrico
leva o corpo do poeta morto.

Torpe e tépido,
banhado em ervas
e  flores.

A alma embaralha-se
nas redes do destino.

Silenciosa, ouve
a trilha sonora
dos mistérios.

Poemas e preces,
voltam aos altares.

Círios perfeitos
iluminam madrugadas.
Poetas recitam poemas
ditados pelos profetas
reecarnados.

domingo, 24 de janeiro de 2010

A vida

é sim
ao queijo
ao duro
pão.

Um nada
à neve
n'alva rima
ouro puro
no chão.

A vida
é sim
é não

à boca aberta
branca e cheia
num amém.

Um Canto Para Janeiro

Manhãs abrem os olhos
nesse janeiro quase findo.
Assassino o tédio vendo TV.
Nos intervalos, acendo cigarros,
sorvo taças de vinho.

O sangue dos vampiros
escorre nas páginas dos livros
e nos figurinos do cinema noir.

Acordo num sonho
e nada sei de vida eterna.
Alegre e quase triste
minha alma segue
os fogos das festas.

Longe, soam os versos
inspirados no réveillon.
Janeiro vai,carnavais chegam.

Novos livros leio
enquanto fantasmas
caminham na salas
entre sussurros e preces.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

 Horas de Olga


Olga escolhe as flores
na margem dos lagos.

Olga namora o vento
e cores da paisagem.

 

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Delírio

Soa silêncio
nos olhos.

Os braços
são armas
e asas.

No espaço
uma canção.

O tempo
e o vento
acalmam
a fome.

Um homem sonha
fartas manhãs
de trigo, flores
e preces.

Palavras voam,
lavam-se.

Vestem
ondas
nuvens
o mar.