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Espero o envelhe
cimento duro
na praça
no banco
Um rádio
toca fina
música:
xote baião
blues fado
não enfado:
vida
pala
vras
frias
mortas na b
oca língua
presa aos
poucos
dentes.
Envelhecer
à sombra
e água
fresca
na manhã
esperar o pão
fresco
cada dia
velejar enquanto
apaga a última
estrela.
sexta-feira, 23 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Poema 14 de Março
(Dia Nacional da Poesia)
Dentes quebrados na boca,
sofrem as dores de ossos
gelados;
mascam a secura das folhas,
cospem os frutos mofados.
Soam meus ais,
dias nublados.
Poemas amargam,
curam, não ferem.
Não fedem,
não matam;
engolem a seco,
a massa: cal,
cimento, vidro
e sal.
A poesia morre desmorre
ilumina-se...ouve trovões.
Compra, paga,
rasga tostões.
Abre-se nos olhos secos,
mira as pedras, desertos
e mágoas.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
A CASA
A casa guardava estrelas
e sonhos do mês de abril.
As folhas
iluminavam o chão
do invisível.
Nos campos,
pássaros desfiavam nuvens,
teciam o vento,
os fios da chuva.
Dedilhavam violões,
derramavam perfumes
nas salas.
Ouvia as pedras
postas nas mãos e
lançadas ao mar.
O amor habitava meu corpo;
todas as vidas revelavam-se
nas sombras da alma.
A casa guardava estrelas
e sonhos do mês de abril.
As folhas
iluminavam o chão
do invisível.
Nos campos,
pássaros desfiavam nuvens,
teciam o vento,
os fios da chuva.
Dedilhavam violões,
derramavam perfumes
nas salas.
Ouvia as pedras
postas nas mãos e
lançadas ao mar.
O amor habitava meu corpo;
todas as vidas revelavam-se
nas sombras da alma.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Lona e Lata
Forte e atrevida,
a língua falada nos becos,
lambe a estética das palavras.
escreve amor onde nascem
as folhas cobertas de cinza e cal.
Renascem as árvores
no meio das ladeiras.
Formigas levam pele e osso,
crianças deslisam os dedos
na massa do pão.
Tolas, choram em vão,
quando desce a chuva
dentro das casas.
a língua falada nos becos,
lambe a estética das palavras.
escreve amor onde nascem
as folhas cobertas de cinza e cal.
Renascem as árvores
no meio das ladeiras.
crianças deslisam os dedos
na massa do pão.
Tolas, choram em vão,
quando desce a chuva
dentro das casas.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Pintura
Forte e atrevida,
a língua falada nos becos,
lambe a estética das palavras
escritas nas folhas
cobertas de poeira,
cinza e cal.
As árvores adormecem nas mãos
que pintam luares e ladeiras.
Formigas levam restos de pele e osso;
crianças passam.
Brincam com bolas de massa de pão.
Tolas, choram em vão,
quando chove à tarde,
dentro e fora das casas
cobertas de lona e lata.
a língua falada nos becos,
lambe a estética das palavras
escritas nas folhas
cobertas de poeira,
cinza e cal.
As árvores adormecem nas mãos
que pintam luares e ladeiras.
Formigas levam restos de pele e osso;
crianças passam.
Brincam com bolas de massa de pão.
Tolas, choram em vão,
quando chove à tarde,
dentro e fora das casas
cobertas de lona e lata.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Um Poema
Pássaro sem penas
chega a lugares
onde as almas
velam as flores.
O poema em si,
veste palavras.
Brota dos olhos
dos seres errantes.
É encanto
despranto
e nostalgia.
Ao poeta não cabe,
a arte de explicar.
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